Porque é que empresários bem-sucedidos continuam a adiar a marca pessoal?
Quase todos os empresários sabem que a marca pessoal é importante, mesmo assim, fica sempre para depois.
Há duas razões principais para isso acontecer.
A primeira é simples: os empresários acreditam que a sua credibilidade já está assegurada pelos resultados dos seus negócios. Eles investem em produto, equipas, operações e até marketing da empresa. Mas esquecem-se que hoje a perceção de valor começa num perfil, numa voz, numa presença que as outras pessoas conseguem seguir e reconhecer consistentemente.
Estudos recentes mostram que a reputação individual importa cada vez mais.
Pesquisas ligadas ao personal branding indicam que numa economia digital a presença pessoal tem impacto direto nas oportunidades, relações e crescimento profissional de indivíduos — mais até do que em empresas inteiras — porque a marca pessoal é, nos dias de hoje, muitas vezes o nosso primeiro cartão de visita perante clientes, parceiros e investidores.
A segunda razão é ainda mais interessante. Uma análise de vários executivos indica que muitos líderes reconhecem intuitivamente a importância da própria marca pessoal – mas não conseguem alocar tempo nem prioridade para isso, porque estão focados no funcionamento do negócio. Ironicamente, estudos apontam que uma parte significativa da reputação e da confiança que uma empresa conquista está diretamente ligada ao CEO ou fundador, e não apenas à marca corporativa
Isto cria uma contradição: empresários sabem que “marca pessoal importa”, mas deixam-na para depois porque acreditam que têm de estar primeiro com tudo resolvido no negócio.
A pergunta que fica é simples:
Se a tua reputação individual for tão importante quanto o negócio que construíste, por que estás a adiá-la?
Andreia Medeiros | andreia.medeiros@climbit.pt, 2 Fevereiro 2026
